PREPARAÇÃO PARA A GUERRA/A CONTROVÉRSIA (Zero Hora de 04.10.2001)

Hino dos EUA provoca polêmica na Capital
O guitarrista Yngwie Malmsteen foi vaiado ao tocar “Star Spangled Banner”, em Porto Alegre, na terça-feira

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Íntegra traduzida da nota publicada pelo tecladista Derek Sherinian no site www.dereksherinian.com:

Inaceitável...
Em primeiro lugar, quero começar essa carta dizendo que não sou um fã de quem venha a usar seu prestígio musical para promover crenças religiosas ou políticas. Também não sou muito de divulgar mensagens na Internet, mas algo me aconteceu ontem no palco que me fez sentir vontade de escrever essa carta.
Sou hoje o único norte-americano na banda de apoio de Yngwie Malmsteen.
O que aconteceu no show da noite passada em Porte Allegre (sic), Brasil, foi chocante.
Na metade do show, Yngwie terminou seu solo de guitarra com a Star Spangled Banner (o hino norte-americano). O público, de cerca de 1,5 mil pessoas, começou imediatamente a vaiar muito alto e a atirar coisas no palco.
Ver manifestações antiamericanas na CNN é ruim, mas estar no meio de uma delas mais assustador do que as palavras podem descrever.
Depois do solo de Yngwie, tínhamos mais umas cinco músicas para tocar. Todo o meu entusiasmo desapareceu. Terminei o show chateado, sem mais olhar para a platéia.
Depois da última música, fomos para o camarim. Disse a Yngwie: “Me recuso a voltar para o bis, sob qualquer circunstância. DANEM-SE ESSAS PESSOAS.
Yngwie voltou ao palco sozinho e tocou novamente o hino, para um coro de vaias fortes. Ele disse ao microfone, “Deus Salve a América e DANEM-SE TODOS VOCÊS” e saiu do palco.
O público entrou em tumulto e começou a atirar coisas no palco. Nós imediatamente saímos e voltamos rápido para o hotel. Não tenho idéia de como ficou nosso equipamento.
Quero agradecer a Yngwie por me defender e por resistir em nome dos Estados Unidos.
Para as pessoas de Porte Allegre, vocês deviam ter vergonha. Não ligo se nunca mais vier a tocar em sua cidade terceiro-mundista infestada de caipiras.
Deus abençoe a América, Derek Sherinian.

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