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Para terminar esta guerra Eugênio
Cechin Afegão caminha ao lado dos restos de suposto míssil americano que não explodiu em Coram, a 60 Km de Jalalabad |
Não
adianta nada pedir a paz, como fez o Papa, não adianta nada dizer que essa
guerra não vai resolver nada. Não adianta alertar, como os russos fizeram, que
a guerra do Vietnã foi um colírio perto do que será a guerra do Afeganistão,
quando o inverno chegar. Russos que venceram Napoleão e Hitler, detentores dos
melhores e mais bem armados exércitos do mundo de então. Russos que, com armas pelo
menos similares às dos americanos, sofreram a mais fragorosa derrota de toda a
sua história, lá no Afeganistão, numa guerra de dez anos, com, pelo menos 20
mil soldados russos mortos.
Tal
como um adolescente que não aceita conselhos e alertas de ninguém, os
americanos estão bombardeando ingloriamente o Afeganistão, atingindo
principalmente alvos civis (e é crime de guerra, pela Convenção de Genebra,
mesmo por "falta de pontaria"...). Quem não tem competência para
guerra, não se estabeleça! Resultados práticos desta insânia? Absolutamente nulos.
E tudo isso para
quê? Para satisfazer a debilóide opinião pública americana. (Chego a pensar que nem
mesmo o Bush estava querendo a guerra – pela “demora” em começá-la).
Pois
bem, ouso apresentar uma proposta para o fim dessa guerra, pedindo vênia aos
estrategistas, à CIA, FBI, Pentágono etc. Pode, a princípio, parecer simples
demais (todos adoram soluções complicadas e ininteligíveis para lhes dar crédito...),
mas garanto que funcionaria. Eis a fórmula:
-
As
forças americanas bombardeiam intensamente uma montanha do Afeganistão
(“n” toneladas de bombas), deixando-a “terra arrasada”, com cavernas e
tudo – solo e sub-solo. (Seria bom que a CNN anunciasse que o Bin Laden lá
estivesse, mas sem muita certeza...). Dos “escombros” são recolhidos vários
ou muitos cadáveres, sendo que um deles é o do Bin Laden. Um crânio e outros
ossos serão periciados nos EUA e o FBI (especialista nesta matéria de atestar
qualquer coisa - já o fez
mil vezes) declarará tratar-se do cadáver de Bin Laden.
Pronto!
Quem haverá de duvidar? (O Brasil pode colaborar enviando o super-perito Badan
Palhares e, se preciso for, toda a equipe da UNICAMP para atestar a
autenticidade dos ossos - pequena propina não faria mal ao Tesouro Nacional!).
Claro
que os talebans, o povo paquistanês, Saddan Hussein e outros negarão peremptoriamente tratar-se do
verdadeiro Bin Laden. Mas, quem lhes dará crédito? Só deveriam dizer isto
mesmo...
A
opinião pública ficaria satisfeita, a revanche desejada estaria feita e as viagens aéreas
voltariam ao normal, a economia americana sairia da recessão, para gáudio de
todos nós.
Evidentemente, continuar-se-ia a prevenção a toda a espécie de terrorismo. Que todos nós apoiamos.
Creio
até que a virulência
do antraz (nosso velho carbúnculo) diminuiria, pois que os aproveitadores da
situação, da direita interna americana, não teriam mais a quem
atribuir os ataques biocidas e ficariam inibidos, com medo de serem descobertos.
Esta
é a solução para o conflito, e não há outra. Quem estiver contra ela estará
contra mim... Só pode estar querendo derramamento inútil de sangue de afegãos
inocentes, pessoal da ONU, soldados americanos, ingleses... (quem sabe até
brasileiros, mais adiante!).
Em tempo: manifestei esta idéia a um amigo de um amigo de um representante da CIA (do recém instalado escritório de São Paulo) que me prometeu que chegará, em poucos dias, ao Presidente George W. Bush e ao Secretário Colin Powell... Tomara que prospere! Só o futuro dirá.